A analise de solo é o primeiro passo para uma pecuária a pasto competitiva e rentável. Muitos dizem que plantas forrageiras não precisam ser adubadas, mas isso é um dos mitos que assolam nossa pecuária. Isso, porque o solo não é um recurso infinito, ou seja, os nutrientes por ele “oferecidos” a planta vão se exaurir. Assim, é importante que se faça a reposição dos mesmos. Para que a reposição possa atender a exigência da planta escolhida existe a necessidade de se conhecer o que o solo já oferece, ou seja, será necessária uma análise do solo para que se possa estimar a quantidade de adubo necessário para atender a exigência do capim no sistema de produção.

A análise de solo será o balizador da estratégia de adução usada na fazenda. Após os resultados laboratoriais, a analise de solo será interpreta, e a partir daí, será feita a recomendação de acordo com o sistema de produção. Mas, é importante salientar que uma analise de solo “honesta”, feita adequadamente, irá garantir um resultado fidedigno. Caso contrário, quando a análise é feita de forma errada, ele a pode mascarar os resultado e todo plano de adubação ser recomendado de forma indevida. Mas, como fazer uma boa análise de solo?

 

A seguir, são relacionados os principais passos a serem seguidos para uma amostragem correta de solo:

 

1ª Etapa: Subdividir a área em talhões ou glebas mais homogêneas possível: levar em consideração a vegetação existente na área, a posição topográfica (topo do morro, meia encosta, baixada), a cor e textura do solo (argilosa ou arenosa), condições de drenagem, o histórico da área no que se refere a utilização atual e anterior, a produtividade, uso de fertilizantes e corretivos, etc.

Após a divisão em glebas homogêneas, nunca superiores a 20 hectares, amostrar cada área isoladamente. Separar as glebas com a mesma posição topográfica (solos de morro, meia encosta, baixada etc), cor do solo, textura (solos argilosos, arenosos), cultura ou vegetação anterior (pastagem, café, milho etc.) e adubação e calagem anteriores.

 

 

 

 

2ª Etapa: Em cada gleba ou talhão deve-se colher de 20 a 30 amostras, que são denominadas de amostras simples. Essas amostras devem ser colhidas obedecendo aos locais e distribuição de um caminhamento em zigue-zague.

 

3ª Etapa: Antes da colheita da amostra de solo, deve-se remover toda a cobertura vegetal existente sobre o solo, para todos os métodos a serem utilizados, mantendo-se a mesma profundidade e volume por amostra simples colhida. 

 

 

4ª Etapa: As 20 a 30 amostras simples retiradas por talhão ou gleba homogênea, depois de rigorosamente misturadas, constituem amostra denominada de composta, da qual retira-se 0,5 kg aproximadamente para ser enviada ao laboratório.

 

5ª Etapa – Após a conclusão da colheita das amostras compostas de cada gleba ou talhões, faz-se a identificação da amostras.

 

Algumas observações:

Nunca faça amostragem perto de fezes, perto de cercas ou cupinzeiros e formigueiros;

  • Não utilize balde de ferro como recipiente de coleta das amostras simples que formação a completa, pois o ferro pode contaminar a amostra. Use, balde de plástico;
  • De forma geral, quando for cultivo exclusivo de gramínea no pasto, a amostra de 0 -20 cm será suficiente, mas se for usar leguminosa é interessante colher amostra da camada de 20-40 cm.
  • Não deixe o saco com a amostra composta que irá para o laboratório com a boca fechada, pois isso pode causar problema com a mineralização da matéria orgânica e acidificação, o que irá mascarar o resultado. Então, até o dia do envio para o laboratório deixe o saco aberto em local protegido de chuva.

Profa Janaina Martuscello - Univerisade Federal de São João del Rei

 

Se você precisa de uma interpretação de resultados da análise de solo para pastagens, entre em contato com a PastoFert. Temos serviço especilizada em recomendação de calagem e adubação específico para pastagem.